sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Consciência Negra (poema)

Sou a alma que ontem nasceu no mundo.
Sou filha a África,
Dos olhos de perólas,
Do sorriso de marfim,
Dos sons dos atabaques em noite de luar,
Da roda de capoeira,
Do jongo de maculelê.

Sou da raça que irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana,
De vida apesar de tanta dor.

Dos canaviais e senzalas,
Das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.

Podem tirar minha vida,
Menos o direito de sonhar,
De ter esperança...
De lutar por dignidade e respeito,
Nem que seja em grito mudo.
Clamando por igualdade e justiça.
E de acereditar num manhã melhor.

Sarah Janaína Leibovich

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